
Como bons mordomos devemos nos perguntar como vamos investir os nossos recursos e tempo na obra de Deus. Será que reenergizar igrejas existentes ou trabalhar em plantar novas igrejas? A resposta pode ser encontrada na seguinte citação de Peter Wagner, um dos principais especialistas em crescimento de igrejas:
“Eu inicio este livro com uma afirmação categórica de que vai parecer ousada e impetuosa…Pesquisas realizadas nas últimas duas ou três décadas confirmam a conclusão do famoso estudioso de crescimento de igrejas. O único método evangelístico mais eficaz debaixo do céu é “plantar igrejas””
Aqueles que tentaram ambos irão atestar o fato de que é preciso muito mais energia para trazer nova vida a uma igreja existente do que começar uma nova igreja. Como Audrey Malphurs coloca, “É mais fácil ter um bebê do que tentar ressucitar o morto.”
Christian Schwarz no seu clássico livro Desenvolvimento Natural da Igreja pesquisou mais de 1.000 igrejas em 32 países e 6 continentes. Ele descobriu que as novas igrejas eram 16 vezes mais eficazes na conquista de novos convertidos do que as mega-igrejas. Claramente, precisamos de mais igrejas que são apaixonadas e que são eficazes em ganhar os perdidos para Cristo.
Aqui estão algumas das estratégias utilizadas na plantação de igrejas.
Passo 1: Desenvolver relações com as pessoas sem-igrejas da comunidade. Feiras comunitárias com: cortes de cabelos, aferir pressão, advogados, clínica móvel, doação de sangue, parque para crianças, etc. Organizar atividades onde as pessoas da igreja poderão interagir com os sem-igrejas. Incentivar as pessoas que frequentam a igreja a construirem relacionamentos significativos com os sem-igreja. Realizar treinamentos para sua equipe.
Passo 2: Realizar reuniões evangelísticas com temas de atividades sociais de preferência em tenda ou salão neutro. Deixar com que os sem-igrejas sintam-se a vontade. Grandes encontros permitem com que os sem-igreja conheçam o cristianismo de uma forma prática. Eles poderão ver que os cristãos fazem e poderão entender em que os cristãos acreditam. Para muitos sem igreja, o anonimato inicial é importante. Faça um cadastro para que eles possam se identificados mais tarde.
Passo 3: Criar grupos pequenos. Mudança de vida real muitas vezes acontece em pequenos grupos. Organizar grupos pequenos para os cristãos e para aqueles que ainda irão vir. Estruturar um programa de classe bíblica para sentir como pequenos grupos. Dividir os grupos pequenos em faixas estárias e diversidade. Grupo holísticos funcionam muito bem após um grande evento evangelístico. Os relacionamento é fundamental para o crescimento e manutenção dos novos conversos.
Passo 4: Identificar os dons. As pessoas que aceitam a Cristo precisam descobrir seus talentos dados por Deus, dons espirituais e sua paixões. A maior parte das apostasias é a falta de envolvimento na obra de Deus. Ao descobrir os dons envolva esse novo converso na obra de Deus. Música, sonoplastia, diaconia, recepção, etc.
Passo 5: Faça do novo converso um missionário. A clássica citação de Ellen White é uma grande realidade. : “(…) Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo na alma é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos e tornando ansiosos de beber da água da vida os que estão prestes a perecer.” Todo o verdadeiro díscipulo nasce como um missionário Capacite os novos conversos para cumprir a grande comissão. A igreja recém plantada deve ter como seu alvo ser um grupo missional.
Fonte:
WAGNER, C. Peter et al. Plantar igrejas para a grande colheita. 2. ed. São Paulo: Abba Press, 1999. p. 13
MALPHURS, Aubrey. Planting growing churches for the 21 st century: a comprehensive guide for new churches and those desiring renewal. 2. ed. Michigan: Baker Books, 1998.
SCHWARZ, Christian A. O desenvolvimento natural da igreja: guia prático para cristãos e igrejas que se decepcionaram com receitas mirabolantes de crescimento. Tradução de Valdemar Kroker. 2. ed. Curitiba: Ed. Evangélica Esperança, 2003.
WHITE, Ellen G.O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004.